Segunda-feira, 21 de Junho de 2010

31º Capítulo

Hey!

Desculpem a demora =x

beijinhos

 

 

 

31º Capitulo

Bill observou Camilla a levantar-se para ser a sua vez de falar com a pessoa que havia escolhido e, agarrou-a pelo braço, suplicando-lhe não só com voz, mas também com o olhar húmido e relutante.

- Eles não têm nada a ver com isto. Os outros acham que sim e vão arranjar conflitos onde não há. Tens de fazer alguma coisa.

Cami engoliu em seco e, assim que Bill a largou, avançou atrás do homem fardado, para poder falar com o seu irmão. Conhecendo Chace, como conhecia, ele devia estar passado e com ataques furiosos que eram capaz de ferir qualquer coisa.
Marcou o número do mais velho e aguardou nervosamente pelo som da sua voz melodiosa e de que tanto tinha saudades, nem que fosse para o ouvir rabujar ou ordenar.

- Chace… - Ela balbuciou esperando que ele atendesse. – Por favor… - Apertou o telefone com força por entre as suas mãos geladas e ténues.

- Estou? – Ela suspirou de alívio. – Camilla, és tu?

- Sim… - Tentou controlar o choro. Mas sabia que era quase impossível naquela situação.

- Oh God! Como estás? Eu prometo que te vou buscar e que ninguém te faz mal. Prometo que esses filhos da puta vão aprender a não se meterem com quem não devem.

- Não, Chace. Vais ficar quieto. Não quero confusões. Chega. Eu vou ser acusada de cenas ilegais, incluindo a droga.

- Droga?! – Arregalou os olhos. – Eu vou matá-los! – Rosnou.

A morena olhou pelo canto do olho vários polícias que a olhavam perversamente e estremeceu com aquele olhar que lhe metia nojo e ainda mais furiosa. Não devia ser assim. Nada devia ser daquela maneira

- O Bill é o único bófia. – Explicou, ouvindo-o refutar pausadamente. – Chama a Meg.

- O quê?! Camilla, eu—

- Chama a Megan. – Insistiu. – Preciso de falar com ela e despacha-te, não tenho muito tempo. – Batucou com o pé no chão.

Ouviram-se breves resmungos e vozes em discussão, que ela todas conhecia e, de um momento súbito a voz de Megan divagou, deixando de se ouvir cada vez mais as outras vozes.

- Estás longe deles? – Camilla perguntou-lhe em tom de precaução.

- Um pouco, sim. Mas continuo na sala. – Explicou – Como estás? Cami, não te preocupes nós vamos buscar-te e—

- Eu sei. – Concordou. – Tenho te de dizer uma cena.

- O quê?

- Eu desconfio que o Tom e os outros não estão metidos nisto.

Megan entoou numa gargalhada, que por quem não a conhecesse entenderia como se fosse verdadeira e espontânea, mas, sabendo perfeitamente como era Megan Lutz, Camilla revirou os olhos, impaciente com aquela perda de tempo. Sabia que ela estava a ser falsa e irónica com aquele riso.

- Aquele cabrão está metido até à ponta dos cabelos. – Falou irritada.

- Não, Meg, não está. O Tom é tão tunner como todos vocês.

- Não, ele… ele… - Gaguejou. – Ele parecia demasiado realista em defender-se, mas… não. Ele é como o irmão.

- Megan, fala com ele, resol—

- Piiii acabou o tempo, boneca. – Um deles pressionou o botão de fim da chamada, enquanto a mirava. – De volta para a cela, de onde não devias ter saído. – Agarrou-a pelo braço, bruscamente e arrastou-a para junto de Bill.

Mas Bill não estava na cela. Era apenas ela. Provavelmente, já o tinham levado para o interrogatório.

 

- As acusações que a Camilla está a sofrer são completamente absurdas!

- Absurdas? – Charles começou-se a rir, um riso irónico e irritante. – Vais-me dizer que ela não fazia corridas ilegais?

- Ela não faz tráfico de droga! Ninguém faz! E eu sei que só lá puseste essa merda dessa acusação para o juiz não a deixar sair em liberdade!

- Ao menos sei que fui um bom professor, Bill Kaulitz. – Charles sentou-se na cadeira do outro lado da mesa de metal, e fitou o rapaz. – As tuas acusações vão ser retiradas, não quero um polícia da minha equipa envolvido em tal escândalo. Sais em liberdade amanhã de manhã.

- E a Cami? – Bill levantou a cabeça de repente, um tanto esperançoso. Mas sabia que não valia a pena.

- Cami? Isto foi longe demais. A… Camilla vai a tribunal, e pode apanhar entre meio ano a cinco anos de cadeia.

- Por causa de uma acusação falsa! Eu não vou admitir que alguém seja preso injustamente. Eu-

- Tu não és nada aqui, lembras-te? Tu já não és polícia! És apenas um reles e desgraçado desempregado, sem ter onde cair morto. Tirem-no daqui, e certifiquem-se que ele não me volta a olhar nos olhos.

- Esse… é um desejo que ambos esperamos realizar, meu caro. Já posso ir embora? – Bill levantou-se da mesa, com tal brutidão que a cadeira onde outrora estivera sentado caiu ao chão, e dirigiu-se à porta. Levaram-no como um mero criminoso para a cela pequena e escura, encostada a um canto nojento da esquadra, onde Camilla estava sentada num banco corrido de madeira.

Após empurrarem Bill lá para dentro, dirigiram-se a Cami, que se encolheu.

- O teu interrogatório foi adiado para amanhã. Já passa da meia-noite. Não façam nenhuma estupidez durante a noite, ouviram? – O polícia gordo apontou para ambos e, depois de sair de dentro da cela, trancou-os lá e correu uma cortina vermelha e pesada, proibindo-os a vista para o exterior. Eram apenas eles, e uma luz fraca que uma lâmpada pendurada no tecto dava.

publicado por Ritiik às 18:31
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